- eu gostava daquele teu namorado.
- sim, eu sei, eu adorava namorar ele!
- por que acabou mesmo?
- ele não queria transar.
- good point.
tinha um canil dentro de mim. hoje resolvi soltar os cachorros.
Uma vez encontrei uma amiga nessa vida que me disse algo parecido com o que eu tinha lido num dos melhores livros (em quesito timming) que eu já li na minha vida: A insustentável leveza do ser. Eis o trecho:
“Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso o que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo ‘esboço’ não é a palavra certa, porque um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro”.
A gente nunca vai saber como não teria sido. Mas o que importa é que foi. E agora isso é parte do que somos. E o que somos é tudo o que temos, um esboço sem quadro.
“parodista dotado de uma genialidade azeda”
quando eu crescer, espero que alguém escreva algo assim sobre mim.